Simbiose quase (nunca) perfeita

Não tenhas medo.
Eu sou o vento que te sopra ao ouvido,
Sou a chuva que te bate na cara.
Sou a distância entre ti e mim.

Mas sendo eu tu,
E tu eu
E nunca podendo
Ser eu tudo aquilo que tu és,
Nem tu seres aquilo que eu sou,
Sem deixarmos ambos de sermos
O que nós somos.

O que sou eu?
O que és tu?
Quem somos nós?
Brindemos a hoje.
Hoje somos tudo, amanhã não sabemos.
Brindemos a hoje porque hoje sabemos,
Hoje somos e seremos,
Hoje poderemos e faremos.
Brindemos a hoje porque será
Hoje que passaremos a porta.

Será hoje que os ventos cantarão
Será hoje que as árvores dançarão
Será hoje que os mares sentirão

Por ti
Por mim
Por todos

Será hoje.